31 de dez de 2009

Reconhecer

O último suspiro do ano aqui nesse blog começa com um reconhecimento. Há algumas horas atrás, numa madrugada baiana ali no Rio vermelho. Ela chegou, disse meu nome, falou do blog, das fotos que fizeram ela me reconhecer e se apresentou.
Era de Aracaju, falamos pouco. Eu dei um abraço, fiquei espantado. O constrangimento inicial foi brindado com o olhar e o aperto de mão. Depois percebi que ela estava acompanhada. E isso me deixou ainda mais feliz: ela veio falar comigo de coração aberto em sinal de reconhecimento ao que eu escrevo aqui, sem confundir os mundos. Voltei para casa pensando nesse espaço aqui, em todas as situações inusitadas, experiências únicas que tiveram o blog como interlocutor. Preciso retomar todas as coisas sagradas que a minha escrita representa, a metáfora de mim.

Esse foi um ano que esqueci de mim no banco de trás e acelerei na estrada das coisas sérias, do mundo do trabalho. A competência esqueceu da poesia. Mas o último dia do ano me trouxe o espírito da retomada, da reinvenção. O próximo ano completa cinco anos desse blog. Dez anos que sai de Salvador.

Eu quero voltar a mim sem pedir carona.